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PARANAÍBA - Estudante da Uems tumultua sessão da Câmara, confronta e fere policial

25 de abril de 2017

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Márcio Seraguci

 Durante a sessão da Câmara Municipal de Paranaíba na noite desta segunda-feira, 24, um grupo de pessoas manifestou contra o reajuste salarial aprovado pelo Legislativo na semana passada concedendo aumento nos salários do prefeito Ronaldo Miziara, vice-prefeito Cesinha Leal, secretários municipais e vereadores. Dentro do grupo de manifestantes, o estudante Wellington Aparecido Santos Lopes, de 20 anos, estudante de ciências sociais da Uems (Universidade Estadual de Mato Groso do Sul) acabou preso pela Polícia Militar após entrar na Casa de Leis com um mamão em suas mãos e dirigir-se aos vereadores em tom de ameaça.

Segundo o boletim de ocorrência da Polícia Militar, os policiais foram solicitados depois que o estudante caminhava dentro da Câmara Municipal com o mamão nas mãos fazendo menção e ameaças de arremessá-lo sobre os vereadores, especificamente sobre a vereadora Sarita.

Uma viatura policial foi até o local e os policiais encontraram Wellington entre os populares que acompanhavam a sessão. Quando os policiais tentaram iterpelá-lo sobre o ocorrido, o jovem respondia, segundo o boletim, de forma jocosa, ironizando e menosprezando a atuação policial, ridicularizando os agentes de segurança perante o público presente.

Como havia uma presença de muitas pessoas na Câmara, mais policiais foram solicitados e o jovem, neste momento, segundo a polícia, aumentou o tom de voz dizendo que só estava sendo retirado por ser negro e pobre. A cabo da PM Diana, que também é negra, disse que a abordagem não tinha relação com o estereótipo do envolvido, mas sim com os fatos ocorridos.

Wellington foi chamado a se retirar da galeria e ir do lado de fora para dialogar com os policiais, quando ficou ainda mais irritado, aumentou o tom de voz mais uma vez e começou a atrapalhar os trabalhos legislativos.

Com mais recusas do jovem, após vários pedidos, foi dada voz de prisão a ele. Ao ser conduzido, resistiu à prisão, atentou contra os policiais com chutes, socos e empurrões. Em uma dessas ações, o jovem empurrou o policial Lucas Ramos de Oliveira contra um vaso de plantas quebrando-o e derrubando o policial ao solo causando-lhe lesões no joelho esquerdo e um corte nos lábios.

Após todo o tumulto, o estudante foi algemado, preso e encaminhado até a Delegacia de Polícia Civil de Paranaíba e o policial ferido pelo jovem foi atendido na Santa Casa de Paranaíba.

Os demais estudantes da Uems que acompanhavam Wellington negaram que o jovem pretendia jogar o mamão nos vereadores. Segundo os amigos que o acompanhavam, ele havia ganhado o fruto de um amigo.

O regimento interno da Câmara proíbe a permanência de pessoas portando short e roupas curtas. Segundo o boletim de ocorrência, Wellington foi informado por um funcionário da Casa de Leis, que não poderia permanecer daquela forma, todavia o mesmo não obedeceu.

Segundo um aluno que acompanhava Wellington, o ato foi apenas por preconceito. “Eles abordaram ele por ser negro. Não estava fazendo nada, só tinha ido pegar um chá”, disse o jovem. Já a cabo da PM Diana Laura contestou os alunos dizendo que também era negra e que esse papo não colava. Uma moça que acompanhava os alunos passou mal e foi retirada por populares que estavam no local.

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Fonte: Jornal Tribuna Livre


Comentários










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Nome: Adamir Costa
Cidade: Paranaiba
A POLÍCIA DEVERIA "ENQUADRAR" ESSES MANIFESTANTES INCONSEQUENTES. ORA, SE OS VEREADORES APROVARAM O AUMENTO É PORQUE A SITUAÇÃO FINANCEIRA NO MUNICÍPIO ESTÁ SUPER BEM. NÃO FALTA DINHEIRO PARA NADA. SAÚDE, EDUCAÇÃO E SANEAMENTO BÁSICO TUDO EM ORDEM... E AINDA TEM GENTE QUE RECLAMA DE UM AUMENTOZINHO QUE NÃO CHEGA NEM A 35% PARA UMA CATEGORIA TÃO PROFICIENTE COMO OS NOSSOS VEREADORES?
Data: 26/04/2017 - 3:56

Nome: Alessandro Martins Prado
Cidade: Paranaíba
Recentemente um Juiz de Direito foi condenado a danos morais e repreendido no Conselho Nacional de Justiça por ter anulado uma audiência em razão de uma das partes estarem com o mesmo tipo de vestimenta. Não é razoável impedir alguém de permanecer em qualquer local por conta de sua vestimenta e até o Poder Judiciário já está se adaptando ao novo entendimento.
Data: 25/04/2017 - 16:48



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