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ARTIGO - Destrinchar do seminário o trabalho à luz das novas tecnologias

15 de maio de 2018

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* Fabiana Campos dos Santos

 

“Haverá a extinção de cinco milhões de empregos nos próximos cinco anos, até o melhor enxadeiro será substituído, foi assim que iniciou-se o Seminário, chamado O Trabalho à Luz das Novas Tecnologias, aos vinte e sete de abril, de dois mil e dezoito na sala da Fecomércio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo. O Presidente do Conselho de Empregos e Relações do Trabalho (CERT) da FecomercioSP, Sr. José Pastore, ainda disse que o maior impacto da tecnologia é nas transformações e não no desemprego. E perguntou: “como preparar os trabalhadores no mundo digital?”. Informou que o Seminário foi uma demonstração da preocupação nacional sobre o que deveremos fazer para buscar um Brasil sustentável.

Vários convidados conduziram o referido Seminário, dentre eles, o Diretor de Políticas, Relações Trabalhistas e Sindicais da Febraban, Adauto de Oliveira Duarte, o qual informou que devido a velocidade das transformações, da tecnologia digital, da introdução do computador quântico, da inteligência artificial, precisaremos modificar a sociedade e com um chamamento, observou que é nossa responsabilidade ajudar aqueles que não conseguem receber as mudanças em tempo, orientá-los.

O Dr. Thomas Philbeck - Diretor do Departamento de Tecnologia e Emprego do Fórum Econômico Mundial de Davos, palestrou sobre os temas, Panorama Mundial: Impacto das Novas Tecnologias no Emprego e Trabalho: Destruição e Criação de Oportunidades de Trabalho e Panorama Mundial: Propostas Correntes Para o Desemprego Tecnológico e Ajuste da Força de Trabalho, afirma que nossos sonhos, pensamentos e expectativas é que irão construir o mundo. Indagou: “o que temos na nossa cabeça que nos permite criar tecnologias?” .O Suíço disse que os avanços tecnológicos estão bem adiantados a nós, e disse que o mecânico do bairro dele não aceita mais cartão, ele só aceita dinheiro, bitcoin ou paypal, e brincou, citando o Urso do desenho Zé Colméia: “ o futuro não é bem como era antes”, ou seja, o futuro não é bem como pensamos. Disse que queremos criar esse mundo novo, mas, não temos certeza de como será.

Mencionando o avanço da robótica que já é uma realidade, inclusive aqui no Brasil, já temos dez robôs ativos, ele fala que começamos a pensar na possibilidade de implantes no cérebro para conseguirmos acompanhar os robôs. E se adianta: “se precisarmos, por que não? O jeito é nos juntarmos a eles”. Questiona ainda: “Se o trabalho tem que mudar, como deveremos nos comportar?”. Foram muitas questões nessa oportunidade, não para ser respondidas, mas, para que possamos refletir sobre o que nos espera.

Mentes holográficas estão sendo usadas na Microsoft com 100% de êxito, segundo o Dr., uma amostra de que seres humanos e tecnologia funcionam melhor juntos. Ele reitera que a tecnologia, a robótica, a biotecnologia, a inteligência artificial, os drones, mudam os rumos do trabalho, e informa que impressão em 3D já é realidade.

A visão futura é que os estudantes ajudarão ajustar o futuro. Segundo Dr. Philbeck, o importante é a nossa experiência, o significado que damos ao nosso mundo e como nossa consciência mudará; e esta, mudará, também, a forma como nos relacionaremos no âmbito do trabalho.

O Dr. diz que o ser humano precisa de uma confiabilidade que ele mesmo não pode se dar, em termos de complexibilidade, diz que necessitamos de precisão, por isso precisamos da Inteligência Artificial, a agricultura e a manufatura são exemplos disso, há cada vez menos emprego nesses setores.

Somos um mundo de velhos, os únicos lugares no mundo onde não estão envelhecendo é na África e na Nigéria e eles vêem isso como positivo.

Afirma que as profissões não serão mais as mesmas, talvez o cargo permaneça o mesmo, mas, não a forma de realizar.

No Brasil, 50% dos empregos são informais, e podemos pensar que temos muita gente adaptável e flexível ou precisaremos treinar as pessoas, gerar informação e formalização disso. O modelo de emprego mudou, a participação do homem diminuiu nos últimos sete anos.

Quando as máquinas ganham dinheiro há mais desigualdade, portanto, se isto está acontecendo, e está, então estamos fazendo algo errado. A forma de regularizar isso é distribuir benefícios de forma justa, um dos mecanismos é utilizarmos a educação primária para modificar a sociedade e a realidade.

O Dr. diz que podemos ter três perspectivas sobre o trabalho futuro, sendo a primeira que os robôs terão todos os empregos; a segunda de que robôs e inteligência artificial não substituirão todos os profissionais; e a terceira de que os robôs não estão destruindo todos os empregos, após decidirmos qual delas queremos adotar, a partir da nossa decisão sobre isso o mundo nos dirá como deveremos nos comportar.

Há vários conceitos sendo modificados, o conceito de conhecimento passa a ser: Conhecimento = nós+tecnologia+ mundo.

Segundo ele as nossas preocupações são: como esses benefícios aparecem? Como serão distribuídos? E, como manter o ser humano no centro? Para essas perguntas ele apresenta algumas propositivas que são: novas formas de educação; treinamento integral de novas habilidades; e foco no humano.

Ele ainda indaga: como aumentar ao invés de apenas automatizar? Como espalhar oportunidades de uma forma mais ampla? Como trabalhar com vários departamentos? Segundo ele o segredo é a Colaboração.

E finaliza suas falas, dizendo que, às vezes, superestimamos o curto prazo e subestimamos o longo prazo, segundo ele não precisamos esperar que a tecnologia faça alguma coisa para reagirmos, nós podemos desenvolver como quereremos lidar com ela, e encerra dizendo que precisaremos de líderes que queiram desenvolver as pessoas.

Representando o Setor de comércio e Serviços, Luciana Camargo - Vice-Presidente de Recursos Humanos da IBM na América Latina, rapidamente disse que a tecnologia impactará 100% das profissionalizações e acrescentou que a transformação digital não será nada se as pessoas não se transformarem, a IBM já utiliza o RH Virtual e o Tutor Virtual.

Do Setor financeiro, Glaucimar Peticov – Diretora-executiva-adjunta do Bradesco, salientou que a mudança é um processo inevitável no mundo. Afirmou que inovar nada mais é do que buscar novas soluções para problemas antigos, diz, ainda, que a realidade nada mais é do que respostas novas para velhas perguntas. Segundo Glaucimar, o desejo de nos locomover é antigo, mas, a maneira de fazê-lo veio mudando, da carroça para o Uber. Diz que o desafio agora é mudar nossa maneira de pensar o mundo e de pensar as nossas carreiras, passamos a ser protagonistas delas. Informou, que agora, além de onde você estudar ou trabalhar, importa também os skills (habilidades). Muda também a classificação de analfabetos do século XXI, pois aqui, eles são os que não conseguem aprender, desaprender e reaprender e educar para transformar. Ressalta que é de suma importância sabermos que 55% dos alunos estão deixando a escola, o aprendizado hoje se dá pela experiência e essa é muito pessoal. Reitera que liderança é fundamental em todas os processos de transformações, no entanto, a liderança de controle não tem mais espaço, não tem respostas; a liderança que vai pegar cobra uma nova forma de pensar:

 

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Novos espaços criam novos ambientes de produtividade, nosso tempo é finito, portanto, temos que utilizar o tempo da melhor forma possível, pois o futuro que bate a nossa porta nos cobra aumento de produtividade; redução de burocracia, relações mais transparentes e facilidade de comunicação entre equipes. E enfatiza que, se as pessoas se auto desenvolverem terão mais chances.

Retifica que otimizar o tempo e incentivar a aprendizagem é o crescimento nesse tempo de mudanças. De forma lúdica diz que o beija-flor passa algo muito importante que é o equilíbrio e o equilíbrio é como nós recebemos os mundo que está se formando.

Segundo a mesma, sempre existe uma alternativa, embora receemos a extinção de empresas muitas outras profissões estão surgindo. As pessoas e não a tecnologia dirigem a transformação digital.

É importante saber que migramos de atividades operacionais para atividades tecnológicas e não se trata de eliminação, mas, de migração no âmbito do trabalho. O problema é que nós não temos velocidade para migrar o profissional para a profissão B, por isso precisamos antecipar, precisamos nos atentar para o fato de que mesmo com a tecnologia quem faz a diferença são as pessoas. E encerra sua fala com brilhantismo citando, Leonardo da Vinci: “A simplicidade é o último grau de sofisticação.”

Uma última fala de grande relevância foi a do Setor industrial, representando pelo Sr.Walter Vicioni – Diretor regional do Senai-SP, que trouxe a pergunta: “ o que as escolas estão fazendo?”

Segundo o mesmo a educação brasileira sofre do complexo de Gabriela: não mudamos nada em 100 anos!

Neste momento o SENAI está ministrando aulas de Robótica educacional, com atividades práticas que ampliam o conhecimento científico e tecnologia estimulando as nossas crianças/adolescentes: a pensarem Planejamento, Formulação de hipóteses, Criação, Experimentação, Ensino por áreas de conhecimento e Estratégia.A partir de um tema, grupos de alunos pesquisam, selecionam e organizam conhecimento, o Professor, apenas media e motiva.

Cita também um dos Projetos inovadores chamado de Uma Escola Sem Paredes, no qual todo o ambiente é céu. Neste ambiente de aprendizagem, aprende-se a viver em sociedade e todo aluno recebe orientação para uso de novas tecnologias, tendo como inglês sua segunda língua, a avaliação contínua permite reorientar a aprendizagem, os alunos são organizados por estágios e eles aprendem etapas:

> Ainda não sou capaz

> Sou capaz com ajuda

> Sou capaz com auditoria

> Sou capaz de ensinar

O eixo é o cognitivo e não rotineiro, ou seja, as capacidades dos alunos de mobilizarem o conhecimento que possuem ou que conseguem acumular depois que efetivamente ‘aprenderam a aprender’, para compreender o mundo, resolver problemas e atuar de forma cidadã, ética e responsável em sua comunidade e na sociedade, em suma trabalha habilidade e não empregabilidade.

Em suma o referido Seminário, estava recheado de novas informações para a sociedade que estamos rumando, ficou claro que as tecnologias chegaram aqui muito mais rápido do que imaginávamos e, em um mundo que já faz descartes diuturnamente, a nova regra é colaborar, talvez essa tenha sido a única forma que o Universo encontrou para nos fazer entender que agora não é escolha , precisaremos olhar para o lado, já que o homem resolveu brincar de Deus.

 
 * Por Fabiana Campos dos Santos, acadêmica em Administração de Empresas, pela UNIP – Universidade Paulista, Consultora Comportamental e Organizacional, Ativista nos Movimentos de Igualdade Social, Feminismo.

Fonte: A autora


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