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POLÍTICA - Reinaldo pede a Jair Bolsonaro pacto pelo fechamento das fronteiras

09 de outubro de 2018

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Prestes a iniciar a campanha no segundo turno das eleições, o governador e candidato à reeleição Reinaldo Azambuja (PSDB) confirmou na tarde desta segunda-feira (8) ter encaminhado documento ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) –a quem apoiará na reta final da disputa– no qual solicita o fechamento das fronteiras de Mato Grosso do Sul com Paraguai e Bolívia, de forma a combater a criminalidade. O anúncio foi feito em coletiva na sede do Diretório Regional do PSDB, em Campo Grande (veja vídeo ao final da matéria).

“Estou entregando um documento ao presidenciável Jair Bolsonaro, que faz parte da nossa coligação, que já entreguei à Dilma (Rousseff) e ao (Michel) Temer e nada aconteceu, pedindo o fechamento das fronteiras, para blindar as fronteiras de Mato Grosso do Sul. É uma obrigação do governo federal”, afirmou Reinaldo.

“Bolsonaro tem simpatia por esta causa. A segurança pública é uma causa do país mas, em nível federal, abandonaram as fronteiras. Queremos a presença das forças federais na fronteira, com Mato Grosso do Sul ajudando. O Estado já faz um bom trabalho, mas com as próprias pernas. Se tiver o apoio do governo federal vai ampliar muito a segurança pública em favor do Estado”, prosseguiu o governador.

Reinaldo reiterou que o PSL, partido de Bolsonaro, integrou sua campanha nas chapas proporcionais, sendo também apoiado durante o primeiro turno –ao lado do tucano Geraldo Alckmin. “Sempre dissemos que tínhamos dois candidatos a presidente, o Geraldo e o Bolsonaro. Nosso apoio ao Bolsonaro é simplesmente a manutenção do que fizemos no primeiro turno”. O governador reiterou que o PSL elegeu considerado número de deputados federais e estaduais. “Fez bancada conosco e faz parte da coligação, trabalhamos para isso”.

Além de Bolsonaro, Reinaldo chega ao segundo turno com o compromisso de apoio do PSD do prefeito Marquinhos Trad e do deputado federal Fábio Trad, que reforçam o discurso sobre necessidade de projetos para combate a corrupção e melhora da segurança pública.

“Bolsonaro tem simpatia por esta causa. A segurança pública é uma causa do país mas, em nível federal, abandonaram as fronteiras. Queremos a presença das forças federais na fronteira, com Mato Grosso do Sul ajudando”

Resultados – Reinaldo considerou que os 576.993 votos obtidos, ou 55,61% do total, foram uma “vitória expressiva em uma campanha duríssima de acusações, disputada, em que a responsabilidade prevaleceu e tivermos o apoio maciço da população”. Segundo ele, no segundo turno será “um contra o outro”. O adversário, Odilon de Oliveira, totalizou 31,62% dos votos (408.969).

“Gestão pública não tem milagres, tem atitudes, como as que fizemos em três anos e dez meses que nos posicionou no primeiro turno”. Segundo ele, tais credenciais ajudaram à coligação Avançar com Responsabilidade a eleger 17 deputados estaduais e seis federais, além de um senador oficialmente –Nelsinho Trad (PTB). Soraya Tronicke afirmou manter uma campanha independente, mas Reinaldo aposta em manter o apoio do PSL no Estado.

Ainda segundo o governador, as conversas com outros partidos e lideranças já foram retomadas. “Com certeza vamos ampliar o número de partidos que estarão conosco, fortalecendo a campanha no segundo turno”.

Análise – Segundo Reinaldo, sua votação ficou dentro do esperado pelo PSDB. Contudo, no fim da campanha, ele afirma que houve um crescimento das campanhas de Humberto Amaducci (PT), “que tinha praticamente 5% das intenções de voto e teve quase 11%”, e um crescimento do MDB de Junior Mochi, “que vinha entre 5% e 6% nas pesquisas e teve quase 12%. As pesquisas indicaram os votos que teríamos, mas esse crescimento empurrou esta para eleição para dois turnos, e estamos confiantes na vitória”.

Além da busca de mais aliados, Reinaldo afirma que pretende visitar municípios nos quais não conseguiu estar no primeiro turno, além de “manter a vigilância nos grandes colégios eleitorais e manter a força dessa base política”. A tônica inclui, ainda, manter a defesa do legado da atual administração.

“É um governo de responsabilidade, que não deixou o Estado quebrar, diferente da maioria dos demais. Estamos com as contas em dia, presente nas 79 cidades, com vitória em 68 municípios e com ações de habitação, saneamento, infraestrutura, esporte e cultura, um governo que apoia os municípios, a população”, finalizou.

Fonte: Campo Grande News


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